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Beatriz Rodrigues

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Beatriz Rodrigues (Beatriz Rodrigues Ferreira), tem formação em filosofia e história (UFPEL-RS e FURG-RS), e iniciou sua relação com a fotografia em 2004, quando fez parte de um grupo de pesquisa que se propunha a pensar a fotografia como fonte para os historiadores. A partir das saídas de campo que eram feitas com o grupo, começou a documentar o estágio de abandono do patrimônio edificado da cidade de Rio Grande/RS, e, quando se mudou para Pelotas/RS, em 2006, passou a documentar também as ruínas nesta cidade.
Defendeu seu Trabalho de Conclusão de Curso em 2007, com o título “Faço um filme da cidade sob a lente do meu olho: ensaios sobre fotografia, paisagem urbana e ruínas”, onde apresentou as ruínas como elementos tensionadores na paisagem urbana, promovendo uma discussão sobre as relações entre memória e esquecimento na cidade. Às casas com portas e janelas lacradas por tijolos e cimento, denominou-as de casas-mudas, refletindo conceitualmente sobre o emudecimento das memórias desses espaços, pensando o fechamento dos mesmos como um elemento simbólico.
Em 2008 cursou a especialização em Fotografia, práxis e discurso (UEL/PR), período ao qual se dedicou inteiramente à prática fotográfica, e que corresponde a um movimento na sua trajetória, com novos temas sendo colocados em evidência, e também com novas técnicas sendo apreendidas. Entre eles, destacam-se a as intervenções na superfície da imagem fotográfica, e, com elas, o nascimento de uma poética construída a partir da relação entre fragmentos urbanos e palavras: os ensaios de palavra-imagem.
De 2009 a 2012 dedicou-se também a documentar fotograficamente diversos elementos da cultura imaterial de matriz africana, com a festa de Iemanjá, que ocorre anualmente na praia do Cassino, em Rio Grande/RS. Este trabalho, denominado “Mais além do fim do mar”, foi lançado em 2014 como exposição e sessão de projeção ao ar livre, e encontra-se em itinerância.
De 2012 a 2014, desenvolveu o trabalho “A alma das casas”, cartografando os restos materiais das casas que foram demolidas ao longo dos últimos trinta anos em Pelotas, e que hoje encontram-se em um barracão de vendas de materiais de demolição. Este projeto foca na relação memorial ligada aos espaços materiais, da casa que foi, e da casa que pode ser, numa leitura bachelardiana do espaço. Este trabalho foi apresentado como exposição individual na Galeria Antônio Caringi (Pelotas/RS) e fez parte da programação de 2014 do Dia do Patrimônio de Pelotas.
Como pesquisadora em artes visuais, desenvolve trabalhos coletivos junto ao Grupo de Pesquisa Deslocamentos, Observâncias, Cartografias Contemporâneas (IA UFPEL/CNPq) desde 2012, já tendo participado de diversas ações artísticas e exposições coletivas com o grupo.
Define-se também como uma amante da imagem escrita com a luz (em recentes aventuras no vídeo).